Pessoal, quem não se lembra do jogo do SONIC? é, agora é um carro da GM?!
Está chegando no mercado brasileiro.
Claro que acho que o preço é salgado....mas, vale lembrar que não será um carro de entrada da marca.
O porco-espinho Sonic foi uma das sensações dos videogames nos anos 90. Com sua inconfundível pele azulada e velocidade supersônica, o mascote consagrou a desenvolvedora de jogos Sega e virou um ícone entre a garotada. Mas qual é a relação entre o carismático personagem e os carros? É que é justamente os meninos e meninas daquela época que a Chevrolet está mirando com o lançamento do Sonic no Brasil.
Hoje na casa dos 30 anos, os jovens clientes são pretendidos pela GM. Por ora, o Sonic está fazendo o "dever de casa", habituando os americanos com a presença cada vez maior de veículos compactos pelas ruas locais. Por aqui sua missão será outra: ele chega ao Brasil pronto para brigar tanto com Ford New Fiesta e Fiat Punto quanto com futuros rivais, como Peugeot 208 e o novo Citroën C3.
Importado da Coreia do Sul, terá duas versões de acabamento, LT e LTZ, com preços que variam de R$ R$ 46.200 a R$ 56.100. Quem gosta de design deve aprovar o Sonic: a grade bipartida é típica da Chevrolet, mas os faróis e lanternas com lentes próprias criam um interessante efeito 3D. Dentro do carro, salta aos olhos o painel de instrumentos inspirado nas motocicletas. Combinando conta-giros analógico com velocímetro digital, ele foi a fonte de inspiração para o estilo interno do sedã Cobalt - e da minivan Spin, próximo lançamento da marca. O volante é o mesmo do Cruze.
O Sonic será oferecido nas carrocerias hatch e sedã. A versão de entrada oferece ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, retrovisores com regulagem elétrica, airbag duplo, freios com sistema anti-travamento (ABS) e rodas de liga leve de 15 polegadas. Na LTZ, somam-se sensor de estacionamento, faróis de neblina, volante multifuncional e rodas de liga leve aro 16. O motor é um 1.6 16V flex, que rende 120 cv com etanol e 116 cv se abastecido com gasolina. O comprador poderá escolher entre duas opções de transmissão: manual de cinco marchas ou automática sequencial de seis velocidades, com uma estranha solução de trocas por um botão na alavanca.
Cheio de equipamentos e com estilo próprio, o Sonic mostra boas credenciais para conquistar seu espaço, e há a chance da Chevrolet produzi-lo no México nos próximos meses. Fica para o mercado dizer se o Sonic vai passar de fase ou se o jogo vai acabar mais cedo para a GM.
Confira os preços da linha Sonic:
Hatch
Sonic LT: R$ 46.200
Sonic LTZ: R$ 48.700
Sonic LTZ (automático): R$ 53.600
Sedan
Sonic LT: R$ 49.100
Sonic LTZ: R$ 51.500
Sonic LTZ (automático): R$ 56.100
Outra Revista também fala sobre esse lançamento!!
Foi de repente: o Sonic, previsto para o fim de 2012, chegará às lojas em junho. E atacará em bando, com carrocerias hatch e sedã, versões LT e LTZ e câmbios manual e automático. Nos Estados Unidos, o Sonic tem a missão de convencer o público acostumado com picapes, SUVs e sedãs gigantes e beberrões às vantagens de um modelo mais compacto e econômico. Mas no Brasil, paraíso dos populares que só agora começa a olhar para os modelos com mais motor e equipamentos, o Sonic segue no sentido oposto. Aqui, ele será vendido como compacto premium.
Na apresentação do Sonic, o diretor de marketing Gustavo Colossi disse: "O carro vendido no Brasil virá da fábrica de Bupyong-Gu, na Coreia do Sul. Os preços do hatch ficarão entre 48 500 e 59 000 reais e os do sedã, entre 51 500 e 62 000 reais". Mas uma fonte ligada à marca explica melhor os planos para o carro no Brasil: "Até o fim de 2012, o Sonic passará a vir do México. Mas, diferente da Fiat, que fez uma drástica redução de preço ao deixar de trazer o 500 da Polônia para importá-lo do México, a GM não vai alterar a tabela do Sonic. A estratégia de preço está definida e será mantida". Conclusão: a menos que o modelo coreano esteja sendo subsidiado nessa fase inicial, a marca terá condições de vender o Sonic mexicano mais barato num futuro próximo, mas não é o que pretende fazer.
Uma rápida pesquisa com as concessionárias revelou um preço mais em conta que a "estimativa oficial". De acordo com a rede, o hatch deverá ficar entre 47 000 e 57 500 reais, enquanto o sedã custará, na versão topo de linha, 60 000 reais. Nas duas carrocerias, as versões LT só poderão ser equipadas com câmbio manual. A caixa automática será opcional apenas na LTZ. Desde a LT, o pacote de equipamentos é farto, com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, airbag duplo, ABS e rodas de liga leve aro 15.A LTZ acrescenta sensor de estacionamento, faróis de neblina, comandos do som no volante, rodas de liga leve aro 16 e detalhes como apliques cromados nas maçanetas internas e apoio de braço entre os bancos dianteiros.
Se nos Estados Unidos o Sonic é a aposta da marca para despertar no consumidor o gosto por carros econômicos, é bom que o modelo 1.6 16V flex de 120/116 cv não dê as caras por lá. O quatro-cilindros é repleto de recursos como duplo comando de válvulas variável e coletor de admissão com comprimento de dutos também variável. No campo de provas da GM, em Indaiatuba (SP), testamos um hatch com câmbio manual e um sedã automático, ambos LTZ. E os dois decepcionaram. Hatch e sedã aceleraram de 0 a 100 km/h em, respectivamente, 11,2 e 11,4 segundos e registraram consumo urba- no de 7 km/l (ambos) e rodoviário de 9,5 e 9,2 km/l. O New Fiesta hatch (também 1.6 16V flex), testado em outubro de 2011, apontou 11,2 segundos no 0 a 100 km/h, 8,2 km/l na cidade e 11 km/l na estrada.
Montado sobre a plataforma do Cobalt, mas com entre-eixos encurtado de 2,62 para 2,53 metros, o Sonic é agradável de dirigir. A calibração do acelerador eletrônico prioriza a pronta resposta: um toque no pedal da direita e o ponteiro do conta-giros se move quase que instantaneamente. O melhor de tudo é que esse ajuste não prejudicou o conforto. Simulando o anda e para do trânsito urbano, o hatch se mostrou dócil, comprovando o bom trabalho da engenharia local. A direção tem assistência hidráulica, enquanto os rivais Fit e Fiesta têm auxílio elétrico, mais adequado com o segmento premium. Diferente do Agile, o Sonic tem pedais, volante, banco e painel bem alinhados. As suspensões estão adaptadas ao nosso asfalto castigado. Na pista de tortura, nada de pancadas secas: em nenhum momento os amortecedores acusaram fim de curso. Molas e buchas de bandeja trabalharam em silêncio.
Olho no Lancer
A grade bipartida imprime o face-family Chevrolet, mas os faróis fogem do convencional. Pisca e projetores têm lente própria, de policarbonato. "Sem lente envolvendo o conjunto, a dianteira ganha um efeito 3D", diz Dagoberto Tribia, diretor de design. De frente, é impossível não notar a forte semelhança do Sonic com o Mitsubishi Lancer. Na traseira, as lanternas seguem o mesmo conceito 3D.As maçanetas de trás ficam camufladas em uma moldura preta junto à coluna C, o que ajuda a disfarçar o reduzido tamanho da porta.
Se por fora os faróis são o destaque, por dentro é o quadro de instrumentos que salta aos olhos. Pequeno e também sem redoma de proteção, parece flutuar atrás do volante. O layout, inspirado nos painéis de motocicletas, prioriza o conta-giros (analógico) e o velocímetro (digital) - as informações do computador de bordo são mais discretas. Diversas luzes-espia alertam o piloto em caso de anomalia - superaquecimento, por exemplo. À frente do passageiro, um porta-luvas bipartido guarda, no andar superior, as entradas especiais (auxiliar e USB) do sistema de som. O plástico do painel, apesar de rígido, parece de qualidade: é agradável aos olhos e ao toque e se integra perfeitamente com as portas.
Espaçoso para os ocupantes da frente e apertado atrás, o hatch, que tem as mesmas proporções do New Fiesta, surpreendeu ao chegar antes do previsto. Pena que, na pista, a surpresa tenha sido proporcionalmente negativa.
Sonic Sedan LTZ 1.6 16V
O Sonic na versão sedã é assumidamente um modelo criado para consumidores mais conservadores. "Destinado especialmente às famílias jovens", dizem os executivos da marca. Externamente, saem as lanternas 3D e entram as convencionais - no formato, com lente inteiriça, e no layout. Na cabine, a reduzida altura do assento do banco traseiro ao teto - 87,9 cm, de acordo com a GM - decepciona. A medida representa uma desvantagem de 8,9 cm em relação ao Sonic hatch e de 6,1 cm na comparação com Honda City e Ford New Fiesta Sedan (ambos com 94 cm).
Quando o assunto é capacidade do porta-malas, o Sonic Sedan se mostra mais competitivo. Com volume de 477 litros, ele revela uma vantagem de 212 litros em relação ao hatch e de 37 litros sobre o New Fiesta Sedan (com 440 litros). No embate com o City (504 litros), o Sonic fica devendo 27 litros.
Uma larga faixa negra no alto do vidro traseiro protege a cabeça dos ocupantes dos raios solares e disfarça o tamanho exagerado da peça. A tampa do porta-malas tem um aerofólio incorporado para aprimorar a aerodinâmica - que, aliás, é melhor que a do Sonic hatch: Cx de 0,33 e 0,37, respectivamente.
A caixa automática de seis marchas é derivada da que equipa o Cruze, mas com um sistema diferente de passagem das marchas no modo sequencial - por meio de um botão na alavanca, enquanto que no Cruze as mudanças são feitas deslocando a própria alavanca. Com seis velocidades, o câmbio automático explora o motor quase tão bem quanto o manual, como provam os números de desempenho e consumo muito próximos aos dos obtidos pelo hatch.
Está chegando no mercado brasileiro.
Claro que acho que o preço é salgado....mas, vale lembrar que não será um carro de entrada da marca.
MAIO 2012
CHEVROLET SONIC
FEITO NA COREIA PARA AGRADAR OS EUA, ELE QUER CONQUISTAR FÃS TAMBÉM NO BRASIL
POR VITOR MATSUBARA | FOTOS: DIVULGAÇÃO
LISTA DE MATÉRIAS POR DATA:
O porco-espinho Sonic foi uma das sensações dos videogames nos anos 90. Com sua inconfundível pele azulada e velocidade supersônica, o mascote consagrou a desenvolvedora de jogos Sega e virou um ícone entre a garotada. Mas qual é a relação entre o carismático personagem e os carros? É que é justamente os meninos e meninas daquela época que a Chevrolet está mirando com o lançamento do Sonic no Brasil.
Hoje na casa dos 30 anos, os jovens clientes são pretendidos pela GM. Por ora, o Sonic está fazendo o "dever de casa", habituando os americanos com a presença cada vez maior de veículos compactos pelas ruas locais. Por aqui sua missão será outra: ele chega ao Brasil pronto para brigar tanto com Ford New Fiesta e Fiat Punto quanto com futuros rivais, como Peugeot 208 e o novo Citroën C3.
Importado da Coreia do Sul, terá duas versões de acabamento, LT e LTZ, com preços que variam de R$ R$ 46.200 a R$ 56.100. Quem gosta de design deve aprovar o Sonic: a grade bipartida é típica da Chevrolet, mas os faróis e lanternas com lentes próprias criam um interessante efeito 3D. Dentro do carro, salta aos olhos o painel de instrumentos inspirado nas motocicletas. Combinando conta-giros analógico com velocímetro digital, ele foi a fonte de inspiração para o estilo interno do sedã Cobalt - e da minivan Spin, próximo lançamento da marca. O volante é o mesmo do Cruze.
O Sonic será oferecido nas carrocerias hatch e sedã. A versão de entrada oferece ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, retrovisores com regulagem elétrica, airbag duplo, freios com sistema anti-travamento (ABS) e rodas de liga leve de 15 polegadas. Na LTZ, somam-se sensor de estacionamento, faróis de neblina, volante multifuncional e rodas de liga leve aro 16. O motor é um 1.6 16V flex, que rende 120 cv com etanol e 116 cv se abastecido com gasolina. O comprador poderá escolher entre duas opções de transmissão: manual de cinco marchas ou automática sequencial de seis velocidades, com uma estranha solução de trocas por um botão na alavanca.
Cheio de equipamentos e com estilo próprio, o Sonic mostra boas credenciais para conquistar seu espaço, e há a chance da Chevrolet produzi-lo no México nos próximos meses. Fica para o mercado dizer se o Sonic vai passar de fase ou se o jogo vai acabar mais cedo para a GM.
Confira os preços da linha Sonic:
Hatch
Sonic LT: R$ 46.200
Sonic LTZ: R$ 48.700
Sonic LTZ (automático): R$ 53.600
Sedan
Sonic LT: R$ 49.100
Sonic LTZ: R$ 51.500
Sonic LTZ (automático): R$ 56.100
Outra Revista também fala sobre esse lançamento!!
JUNHO 2012
CHEVROLET SONIC LTZ 1.6 16V FLEX
SONIC ESQUENTA O SEGMENTO DE COMPACTOS PREMIUM. ELE QUER BRIGA COM OS HONDA FIT E CITY E OS NEW FIESTA HATCH E SEDAN
POR PÉRICLES MALHEIROS | FOTO: MARCO DE BARI
LISTA DE MATÉRIAS POR DATA:
Foi de repente: o Sonic, previsto para o fim de 2012, chegará às lojas em junho. E atacará em bando, com carrocerias hatch e sedã, versões LT e LTZ e câmbios manual e automático. Nos Estados Unidos, o Sonic tem a missão de convencer o público acostumado com picapes, SUVs e sedãs gigantes e beberrões às vantagens de um modelo mais compacto e econômico. Mas no Brasil, paraíso dos populares que só agora começa a olhar para os modelos com mais motor e equipamentos, o Sonic segue no sentido oposto. Aqui, ele será vendido como compacto premium.
Na apresentação do Sonic, o diretor de marketing Gustavo Colossi disse: "O carro vendido no Brasil virá da fábrica de Bupyong-Gu, na Coreia do Sul. Os preços do hatch ficarão entre 48 500 e 59 000 reais e os do sedã, entre 51 500 e 62 000 reais". Mas uma fonte ligada à marca explica melhor os planos para o carro no Brasil: "Até o fim de 2012, o Sonic passará a vir do México. Mas, diferente da Fiat, que fez uma drástica redução de preço ao deixar de trazer o 500 da Polônia para importá-lo do México, a GM não vai alterar a tabela do Sonic. A estratégia de preço está definida e será mantida". Conclusão: a menos que o modelo coreano esteja sendo subsidiado nessa fase inicial, a marca terá condições de vender o Sonic mexicano mais barato num futuro próximo, mas não é o que pretende fazer.
Uma rápida pesquisa com as concessionárias revelou um preço mais em conta que a "estimativa oficial". De acordo com a rede, o hatch deverá ficar entre 47 000 e 57 500 reais, enquanto o sedã custará, na versão topo de linha, 60 000 reais. Nas duas carrocerias, as versões LT só poderão ser equipadas com câmbio manual. A caixa automática será opcional apenas na LTZ. Desde a LT, o pacote de equipamentos é farto, com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, airbag duplo, ABS e rodas de liga leve aro 15.A LTZ acrescenta sensor de estacionamento, faróis de neblina, comandos do som no volante, rodas de liga leve aro 16 e detalhes como apliques cromados nas maçanetas internas e apoio de braço entre os bancos dianteiros.
Se nos Estados Unidos o Sonic é a aposta da marca para despertar no consumidor o gosto por carros econômicos, é bom que o modelo 1.6 16V flex de 120/116 cv não dê as caras por lá. O quatro-cilindros é repleto de recursos como duplo comando de válvulas variável e coletor de admissão com comprimento de dutos também variável. No campo de provas da GM, em Indaiatuba (SP), testamos um hatch com câmbio manual e um sedã automático, ambos LTZ. E os dois decepcionaram. Hatch e sedã aceleraram de 0 a 100 km/h em, respectivamente, 11,2 e 11,4 segundos e registraram consumo urba- no de 7 km/l (ambos) e rodoviário de 9,5 e 9,2 km/l. O New Fiesta hatch (também 1.6 16V flex), testado em outubro de 2011, apontou 11,2 segundos no 0 a 100 km/h, 8,2 km/l na cidade e 11 km/l na estrada.
Montado sobre a plataforma do Cobalt, mas com entre-eixos encurtado de 2,62 para 2,53 metros, o Sonic é agradável de dirigir. A calibração do acelerador eletrônico prioriza a pronta resposta: um toque no pedal da direita e o ponteiro do conta-giros se move quase que instantaneamente. O melhor de tudo é que esse ajuste não prejudicou o conforto. Simulando o anda e para do trânsito urbano, o hatch se mostrou dócil, comprovando o bom trabalho da engenharia local. A direção tem assistência hidráulica, enquanto os rivais Fit e Fiesta têm auxílio elétrico, mais adequado com o segmento premium. Diferente do Agile, o Sonic tem pedais, volante, banco e painel bem alinhados. As suspensões estão adaptadas ao nosso asfalto castigado. Na pista de tortura, nada de pancadas secas: em nenhum momento os amortecedores acusaram fim de curso. Molas e buchas de bandeja trabalharam em silêncio.
Olho no Lancer
A grade bipartida imprime o face-family Chevrolet, mas os faróis fogem do convencional. Pisca e projetores têm lente própria, de policarbonato. "Sem lente envolvendo o conjunto, a dianteira ganha um efeito 3D", diz Dagoberto Tribia, diretor de design. De frente, é impossível não notar a forte semelhança do Sonic com o Mitsubishi Lancer. Na traseira, as lanternas seguem o mesmo conceito 3D.As maçanetas de trás ficam camufladas em uma moldura preta junto à coluna C, o que ajuda a disfarçar o reduzido tamanho da porta.
Se por fora os faróis são o destaque, por dentro é o quadro de instrumentos que salta aos olhos. Pequeno e também sem redoma de proteção, parece flutuar atrás do volante. O layout, inspirado nos painéis de motocicletas, prioriza o conta-giros (analógico) e o velocímetro (digital) - as informações do computador de bordo são mais discretas. Diversas luzes-espia alertam o piloto em caso de anomalia - superaquecimento, por exemplo. À frente do passageiro, um porta-luvas bipartido guarda, no andar superior, as entradas especiais (auxiliar e USB) do sistema de som. O plástico do painel, apesar de rígido, parece de qualidade: é agradável aos olhos e ao toque e se integra perfeitamente com as portas.
Espaçoso para os ocupantes da frente e apertado atrás, o hatch, que tem as mesmas proporções do New Fiesta, surpreendeu ao chegar antes do previsto. Pena que, na pista, a surpresa tenha sido proporcionalmente negativa.
Sonic Sedan LTZ 1.6 16V
O Sonic na versão sedã é assumidamente um modelo criado para consumidores mais conservadores. "Destinado especialmente às famílias jovens", dizem os executivos da marca. Externamente, saem as lanternas 3D e entram as convencionais - no formato, com lente inteiriça, e no layout. Na cabine, a reduzida altura do assento do banco traseiro ao teto - 87,9 cm, de acordo com a GM - decepciona. A medida representa uma desvantagem de 8,9 cm em relação ao Sonic hatch e de 6,1 cm na comparação com Honda City e Ford New Fiesta Sedan (ambos com 94 cm).
Quando o assunto é capacidade do porta-malas, o Sonic Sedan se mostra mais competitivo. Com volume de 477 litros, ele revela uma vantagem de 212 litros em relação ao hatch e de 37 litros sobre o New Fiesta Sedan (com 440 litros). No embate com o City (504 litros), o Sonic fica devendo 27 litros.
Uma larga faixa negra no alto do vidro traseiro protege a cabeça dos ocupantes dos raios solares e disfarça o tamanho exagerado da peça. A tampa do porta-malas tem um aerofólio incorporado para aprimorar a aerodinâmica - que, aliás, é melhor que a do Sonic hatch: Cx de 0,33 e 0,37, respectivamente.
A caixa automática de seis marchas é derivada da que equipa o Cruze, mas com um sistema diferente de passagem das marchas no modo sequencial - por meio de um botão na alavanca, enquanto que no Cruze as mudanças são feitas deslocando a própria alavanca. Com seis velocidades, o câmbio automático explora o motor quase tão bem quanto o manual, como provam os números de desempenho e consumo muito próximos aos dos obtidos pelo hatch.
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