quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Concorda com o preço do Etios!?

Bom, eu não concordo com o preço de nenhum carro zero no país, mas acho que a Toyota está confiando demais apenas na marca do carro, se esquecendo da qualidade do carro...


Preço de popular? Nooooo!

Por Carina Mazarotto
Nos próximos meses começa a chegar às lojas o Etios, primeiro carro “popular” da Toyota, que vai enfrentar o líderVW Gol e o Hyundai HB20. Então você pensa: custaria, o Etios, R$ 28 mil? Ou R$ 30 mil? Ou R$ 33 mil, porque o motor é 1.3 flex?
Nooooooooo! O Etios vai custar R$ 35 mil, nas versões hatch e sedã, de acordo com a Toyota. E o preço vai até R$ 48 mil, nas configurações mais equipadas. O hatch terá opções de motor 1.3 flex e 1.5 flex (potência e torque ainda não foram divulgados). Já o sedã trará apenas o motor 1.5. Por enquanto, os dois só terão câmbio manual de cinco marchas.
Lembrete: o VW Gol, que acabou de ser reestilizado, custa R$ 27.990 na versão de entrada com motor 1.0. A Hyundai ainda não divulgou os preços do HB20, mas garante que os valores não sairão “da cola” do Gol.
Mesmo considerando que o Etios terá motor mais potente e será equipado com airbag duplo e freios ABS em todas as versões, vamos ser realistas: a Toyota pegou pesado nesses R$ 35 mil. Com esses itens de segurança, o Gol sai por R$ 29.540 e o Voyage por R$ 31.540. Se equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos e rádio/CD Player/MP3/USB, itens que provavelmente serão oferecidos no Etios, o líder Gol (com motor 1.0) beira os R$ 34 mil.
Quando o Etios foi apresentado pela primeira vez à imprensa brasileira, em junho deste ano no Japão, foram muitas as especulações sobre os preços do modelo. Autoesporte esteve lá e conversou com diversos representantes da marca, que afirmaram que o “popular” teria preços competitivos para enfrentar o Gol.
E muitos jornalistas, como eu, apostaram no preço entre R$ 28 mil e R$ 30 mil. Até por considerar o acabamento do Etios muito simplório – uma solução da Toyota para economizar custos de produção.
O Etios foi desenvolvido para duas potências emergentes: Brasil e Índia. É um carro de baixo custo. Mas como cortar custos de projeto sem abrir mão da confiabilidade? “Muitas vezes os componentes utilizados em outros concorrentes não passavam nos testes de qualidade daqui”, contou na época o engenheiro brasileiro Eduardo Camignotto, que morou dois anos no Japão para trabalhar no projeto. A solução da Toyota, pois, foi economizar (e muito) em acabamento.
No primeiro contato com o carro, no Japão, a economia ficou clara assim que abri a porta do Etios. Nos modelos avaliados (pré-série) havia plástico rígido de sobra nas portas e painel, além de algumas soluções mal projetadas, como o porta-luvas, que tem bom espaço, mas a tampa, quando aberta, encosta no joelho do passageiro. Fora o quadro de instrumentos, que fica no centro do painel, e não atrás do volante, com display digital de difícil leitura. A solução do painel foi adotada para atender os dois países, já que na Índia a mão de direção é inglesa – assim, só foi trocado o volante de lugar no projeto brasileiro.
O preço “salgado” vai ao encontro da afirmação categórica do vice-presidente da Toyota no Japão, Yukitoshi Funo, durante coletiva de imprensa aos jornalistas brasileiros: “Temos uma grande preocupação em relação à concorrência, mas como filosofia da Toyota, não gostamos de entrar em varejo, onde o cliente fica pedindo descontos”.
A Toyota defende a bandeira da confiabilidade e do bom sistema de pós-venda. Não terá “descontão”, nem preço de popular. E, ao que parece, também não vai oferecer um acabamento de encher os olhos. A pergunta que fica é: em um segmento tão disputado no mercado brasileiro, será que força da marca vai garantir o sucesso do Etios?

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