Pessoal,
Para quem comprou os primeiros JAC Motors, estão aparecendo pontos de ferrugem em vários pedaços do carro, e pela conclusão de testes, é a falta de tratamento da carroceria contra ferrugens.
Ferrugem em carro novo parece coisa do passado. Mas não para alguns donos do JAC J3. Contatamos 11 proprietários que reclamam de corrosão em diversos locais da carroceria, mas apenas seis aceitaram conversar com a reportagem, enquanto dois alegaram estar impedidos de falar sobre o assunto por acordo feito com a marca chinesa de que teriam o veículo consertado sob condição de que não comentassem o caso.
Entre os seis proprietários está o empresário Eduardo Martins Chagas, de Imbé (RS). Ele diz que três meses após retirar seu J3 2011 teve o primeiro problema com ferrugem, sob a tampa traseira, que foi resolvido com pintura do local. "Agora, oito meses depois, já havia mais de 30 pontos de corrosão. A autorizada disse que o reparo ficaria em 1 350 reais, apesar de ele ter seis anos de garantia", afirma Eduardo. "A ferrugem aparece mais na parte estrutural e perto de soldas. Ela brota sempre de dentro da pintura. É verdade que moro em cidade litorânea, mas isso nunca aconteceu antes com meus carros."
O defeito não é exclusivo de quem mora perto do mar, como comprova o caso de Fábio Velloso, de Brasília (DF). O advogado relata que a pintura do seu J3 2010 começou a descascar na parte de cima das portas dianteiras, no capô e no para-lama. "Na concessionária, disseram que o repintura deveria custar 2 000 reais, mas que fariam por 1 200. Quando questionei sobre os seis anos de garantia e ameacei entrar na Justiça, eles pediram uma semana para fazer um serviço de péssima qualidade", diz Fábio.
Reclamações sobre a qualidade da repintura também são comuns. "Na revisão de 10000 km, pediram mais alguns dias para pintarem a parte interna do capô, porque estava enferrujada. O serviço ficou tão ruim que agora perguntam se o carro foi batido", diz o representante comercial Rodrigo Nogueira Dias, de Salvador (BA), dono de um J3 2011.
Segundo um laudo elaborado pelo engenheiro Rodrigo Sanchotene, bioquímico com mestrado em engenharia de materiais pela UFRGS, que fez análise do J3 do Eduardo Chagas, a falha estaria na falta de tratamento da carroceria. "Após a análise do veículo, constatou-se que o problema se deve à falta de processos de tratamento de superfícies adequados para as regiões mais suscetíveis à corrosão", diz o engenheiro.
O POVO RECLAMA
"A ferrugem apareceu debaixo dos bancos dianteiros e foi reparada na autorizada. Após seis meses, o defeito reapareceu no mesmo local."
Carol Thiago Costa, professor, curitiba (PR), dono de um J3 2010
"Meu carro tem vários sinais de ferrugem, em especial na dianteira e nas laterais, que começaram com um ponto e depois aumentaram."
Wagner Machado de Paiva, administrador, cabo Frio (RJ), dono de um J3 2012
RESPOSTA
Até o fechamento desta edição, a JAC Motors não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Para quem comprou os primeiros JAC Motors, estão aparecendo pontos de ferrugem em vários pedaços do carro, e pela conclusão de testes, é a falta de tratamento da carroceria contra ferrugens.
JUNHO 2012
FERRUGEM NO J3
PROPRIETÁRIOS RECLAMAM DO SURGIMENTO DE PONTOS DE FERRUGEM NA CARROCERIA DO JAC J3
POR WALDEZ CARMO AMORIM
LISTA DE MATÉRIAS POR DATA:
Ferrugem em carro novo parece coisa do passado. Mas não para alguns donos do JAC J3. Contatamos 11 proprietários que reclamam de corrosão em diversos locais da carroceria, mas apenas seis aceitaram conversar com a reportagem, enquanto dois alegaram estar impedidos de falar sobre o assunto por acordo feito com a marca chinesa de que teriam o veículo consertado sob condição de que não comentassem o caso.
Entre os seis proprietários está o empresário Eduardo Martins Chagas, de Imbé (RS). Ele diz que três meses após retirar seu J3 2011 teve o primeiro problema com ferrugem, sob a tampa traseira, que foi resolvido com pintura do local. "Agora, oito meses depois, já havia mais de 30 pontos de corrosão. A autorizada disse que o reparo ficaria em 1 350 reais, apesar de ele ter seis anos de garantia", afirma Eduardo. "A ferrugem aparece mais na parte estrutural e perto de soldas. Ela brota sempre de dentro da pintura. É verdade que moro em cidade litorânea, mas isso nunca aconteceu antes com meus carros."
O defeito não é exclusivo de quem mora perto do mar, como comprova o caso de Fábio Velloso, de Brasília (DF). O advogado relata que a pintura do seu J3 2010 começou a descascar na parte de cima das portas dianteiras, no capô e no para-lama. "Na concessionária, disseram que o repintura deveria custar 2 000 reais, mas que fariam por 1 200. Quando questionei sobre os seis anos de garantia e ameacei entrar na Justiça, eles pediram uma semana para fazer um serviço de péssima qualidade", diz Fábio.
Reclamações sobre a qualidade da repintura também são comuns. "Na revisão de 10000 km, pediram mais alguns dias para pintarem a parte interna do capô, porque estava enferrujada. O serviço ficou tão ruim que agora perguntam se o carro foi batido", diz o representante comercial Rodrigo Nogueira Dias, de Salvador (BA), dono de um J3 2011.
Segundo um laudo elaborado pelo engenheiro Rodrigo Sanchotene, bioquímico com mestrado em engenharia de materiais pela UFRGS, que fez análise do J3 do Eduardo Chagas, a falha estaria na falta de tratamento da carroceria. "Após a análise do veículo, constatou-se que o problema se deve à falta de processos de tratamento de superfícies adequados para as regiões mais suscetíveis à corrosão", diz o engenheiro.
O POVO RECLAMA
"A ferrugem apareceu debaixo dos bancos dianteiros e foi reparada na autorizada. Após seis meses, o defeito reapareceu no mesmo local."
Carol Thiago Costa, professor, curitiba (PR), dono de um J3 2010
"Meu carro tem vários sinais de ferrugem, em especial na dianteira e nas laterais, que começaram com um ponto e depois aumentaram."
Wagner Machado de Paiva, administrador, cabo Frio (RJ), dono de um J3 2012
RESPOSTA
Até o fechamento desta edição, a JAC Motors não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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